Metaverso e diversidade: os desafios da inclusão no mundo digital

O Metaverso vem sendo recebido com entusiamo, e esse espaço se tornou terreno fértil para construir relacionamentos com públicos diversos. Mas junto de toda essa inovação também vem os desafios, como, por exemplo, repensar como a diversidade e inclusão estão no mundo digital. As perguntas recentes que mais foram feitas sobre o tema, são: quem seria capaz… Continuar lendo Metaverso e diversidade: os desafios da inclusão no mundo digital

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O Metaverso vem sendo recebido com entusiamo, e esse espaço se tornou terreno fértil para construir relacionamentos com públicos diversos.

Mas junto de toda essa inovação também vem os desafios, como, por exemplo, repensar como a diversidade e inclusão estão no mundo digital.

As perguntas recentes que mais foram feitas sobre o tema, são: quem seria capaz de inventar um avatar feminino negro? Seria um problema se jogadores homens se sentissem mais confortáveis usando avatares femininos do que as mulheres usando avatares masculinos? Quando a presença de uma marca dentro dos jogos beira a apropriação cultural?

Essas questões sobre representação e identidade são delicadas, segundo o professor Sian Hawthorne, da Universidade de Londres, em entrevista à Vogue Americana sobre o assunto.

As marcas precisam estar atentas aos esforços que acontecem fora desse universo digital, e elas devem criar ou estabelecer essas diretrizes dentro desse espaço.

Caminho do metaverso passam pela diversidade e inclusão

Mais do que idealizar estratégias que posicionam a marca como um agente de transformação, agir e mostrar seus propósitos são muito mais importantes. Usar a inovação e tecnologia à seu favor para preencher essas lacunas sociais que já existem no mundo real é uma das alternativas – logo, se tratando do metaverso, é interessante explorar o cenário dos avatares, mas também questionar se isso tornará o ambiente menos desigual.

Vamos aos números: um relatório do Insitute of Digital Fashion e Circular Fashion Summit de 2021, sugeriu que os avatares digitais não representam com precisão as identidade dos usuários.

Uma pesquisa deste mesmo relatório apontou uma consciência mais particular da sub-representação de mulheres, deficientes e da comunidade LGBTQIA+: 70% dos respondentes disseram que a representação de gênero em experiências virtual era fundamental, e 60% estavam preocupados sobre o aumento de discriminação contra pessoas com deficiência nesse universo.

São muitos desafios e questões a serem repensadas, e esse movimento precisará vir das empresas, reguladores, investidores e organizações da sociedade civil. E essas lacunas não são motivos para que as marcas evitem o metaverso, muito pelo contrário: é mais um convite para pensar sobre como elas querem aparecer nesses lugares e gerar confiança nos usuários e consumidores.

Isso pode ser incorporado na criação de um avatar ou a criação de um mundo virtual, por exemplo. Independente da iniciativa para promover a equidade, elas precisam estar preparadas para responder as mais diversas perguntas sobre suas decisões de estarem no mundo virtual, mostrando suas intenções.